Sábado, 24 de Setembro de 2005

AMIGO NÃO ESQUECE AMIGO, SOBRETUDO NA HORA DA SURPRESA

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”A grande surpresa foi a espectacular subida do Partido do Socialismo Democrático, que recentemente adoptou o nome de «A Esquerda.PDS», em cujas listas concorreram membros da Alternativa Eleitoral para o Trabalho e a Justiça Social (WASG), liderada pelo antigo presidente do SPD, Oskar Lafontaine, bem como do Partido Comunista da Alemanha (DKP).
O partido «A Esquerda.PDS» atingiu 8,7 por cento dos votos, isto é, mais 4,7 por cento do que o PDS conseguira nas últimas eleições, superando pela primeira o limite de cinco por cento exigido para a eleição deputados nacionais para o parlamento, onde obtém 54 lugares.
Em consequência, «A Esquerda» tornou-se a quarta força mais votada na Alemanha, à frente dos «Verdes» e logo a seguir aos Liberais (FPD) que recolheram 9,9 por cento dos votos.
Nos estados da antiga RDA, «A Esquerda» sobe entre cinco e nove por cento em relação à votação anteriormente conseguida pelo PDS, conquistando 25,4 por cento dos votos, ligeiramente acima da CDU/CSU (25,3%) e só abaixo do SPD, que baixa para 30,5 por cento.
Na parte ocidental onde, há dois anos, o PDS obtivera 1,5 por cento dos votos, consegue ultrapassar a barreira dos cinco por cento em seis estados, alcançando o resultado excepcional de 18 por cento no Sarre, que teve Lafontaine como primeiro-ministro. Nos restantes quatro estados federais, o resultado oscilou entre os três e os 4,5 por cento.
No rescaldo eleitoral, o partido «A Esquerda» reafirmou a sua recusa em formar governo com o SPD, devido à orientação neoliberal dos sociais-democratas, sublinhando que esta posição de princípio manter-se-á até serem revogadas as contestadas reformas dos sistemas de protecção social, incluídas na chamada Agenda 2010, também conhecida por pacote Hartz IV.
Por outro lado, regozijou-se com a entrada para o Bundestag (parlamento) «de um partido que se opõe a que a segurança da Alemanha se defenda no Afeganistão».
Até ao momento, todas os restantes partidos declararam também que recusam formar alianças com «A Esquerda».”


Para a continuação desta apreciação dos resultados eleitorais na Alemanha, consultar aqui.
publicado por João Tunes às 17:05
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