Domingo, 18 de Setembro de 2005

ÓPE DOIS, ESQUERDO, DIREITO

Mani.JPG

A manif mais ridiculamente manhosa que alguma vez vi convocar. Dar ordem de avançar às esposas é coisa de valentia militar? Só espero que tenham treinado e continuem a treinar Ordem Unida nos remansos dos lares. Veremos como marcham as senhoras... e os senhores que são esposos de damas que escolheram o uso de farda como profissão e condição.
publicado por João Tunes às 00:22
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3 comentários:
De Joo a 18 de Setembro de 2005 às 17:16
Caro mfc, em qualquer profissão e contracto profissional, há limitações que são inerentes à responsabilidade da opção de pertença. Por exemplo, pertencer ao sector de marketing de uma marca (tenho essa experência) inibe automaticamente (sem necessidade de a tornar expressa e formalizada) a liberdade de se ser um consumidor público de marca concorrente (fazê-lo era uma negação da sua condição e desempenho profissional). E muitos exemplos se podiam dar e que acabam por atingir qualquer actividade. É assim que não faz sentido que um polícia cometa actos de insubordinação pública e repremível (como cortes de estradas ou do acesso a pontes), como forma de protesto profissional e na medida em que a sua opção por aquela profissão implicou a disponibilidade para reprimir esses mesmos desvios à legalidade e nunca cometê-los. Um militar que abdica da disciplina militar e da obediência à cadeia de comando, deixou, pura e simplesmente, de ser militar. Como um juiz (membro de um orgão de soberania), ao fazer greve, se demitiu da pertença ao orgão de soberania pelo que se excluiu deontologica e politicamente como juiz. O que se passa com os "militares manifestantes" é que se auto-transferiram da condição militar para o estatuto dos "funcionários públicos" (tomando-lhes posse das formas de luta de defesa do usufruto de direitos e regalias) e são exactamente estes militares burocratizados e excedentários na sua condição militar (ao enveredarem pelo direito à insubordinação) que pretendem ser arautos da defesa das condições sócio-profissionais dos militares quando eles abdicaram de o serem (no mínimo, por quebrarem os deveres de disciplina e de obediência aos seus comandos). Quanto à utilização das esposas, o caso acrescenta ridículo à peça - é um expediente naif de dar a volta a uma decisão do Tribunal e prova de contumácia na via da insubordinação, desviando-a e agravando-a com grotescos revisteiros que são uma nova degradação - a perda da compostura e dignidade militares.


De mfc a 18 de Setembro de 2005 às 13:19
Custa-me aceitar a limitação de direitos de manifestação aos militares! Como também me custa a aceitar as benesses que usufruem...


De LNT a 18 de Setembro de 2005 às 03:27
E como marcharão os maridos das senhoras militares?


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