Quarta-feira, 28 de Setembro de 2005

"EFEITO ZENHA" PELA CANDIDATURA DE ALEGRE?

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O meu amigo Manuel Correia, um caso de sucesso da imaginação na política, lembrou-se de ir buscar o “caso Zenha” como argumento favorável à candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República.

Vale a pena ler o seu post, lúcido e discutível. E pensar neste seu raciocínio:

“É claro que Alegre não é Zenha e que, indo a votos Jerónimo e Louçã, cada um arrecadará às claras o que Zenha e Pintassilgo indiferenciaram com seus resultados nos idos de 86. Porém o «Efeito Zenha» vale mais pela estratégia ganhadora das esquerdas (se necessário malgré elles) do que pelas tonalidades do vermelho. É das raras circunstâncias em que a divisão das esquerdas, revelando ao mesmo tempo o modo como se estruturam, pode fazer a sua força.”

Adicionalmente, o Manuel Correia, na “caixa de comentários” deste post, completou (alargou) o seu raciocínio que acho merecer a atenção devida (tanto mais que é profético-polémica):

“Quando Aníbal começar a falar em público, as sondagens apontarão, semana a semana, perdas sensíveis para ele. Sem parcimónia, vai ser difícil ser de outro modo. Virá Portas tentar dar às direitas o que as esquerdas já têm qb? Se o «Efeito Zenha» merecer a atenção que tu mui fraternalmente já lhe deste, então sim. As direitas, que tb sabem ler nas entranhas dos animais, (passe o exagero) reclamarão o seu «Zenha» de direita. Porém, se a direita portuguesa não perdeu o oportunismo desalmado que já Marcello Caetano denunciava, tudo correrá pelo melhor. À direita não há espaço para «Zenhas». Quando muito, haverá um carreiro, estreito e subordinado, para «Basílios». Mas isso, bom, tb já se viu.”
publicado por João Tunes às 18:55
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28 DE STEMBRO

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O BB esfalfou-se por aí a perguntar pelas esquinas “onde estavas tu no 25 de Abril?”. Nunca conseguindo celebridade pelos seus méritos literários, BB ficou célebre por este inquisitório em que confrontava cão e gato com os seus pergaminhos antifascistas sobre o lado da barricada onde se encontrava quando o fascismo luso ficou, num ápice, feito em fanicos. Infelizmente parece que, hoje, não andará vergado à vaidade pela ideia, vendo-a, há muito, reduzida a qualquer compêndio do anedotário da basófia revolucionária. Uma pena, porque devia ter continuado. Persistindo nessa saga de confronto de cada um com a sua coerência nos caminhos e descaminhos por esses campos fora da revolução e da contra-revolução. Por exemplo, perguntar-nos onde estávamos no “28 de Setembro”, no “11 de Março”, no “25 de Novembro”, etc e tal.

E antes que o BB tome boa nota da sugestão aqui caída, eu adianto-me já e digo-lhe onde andei no 28 de Setembro de 1975, só porque olhei para o calendário e reparei que é dia dessa efeméride.

Pois, eu de véspera, noite a fechar o dia, recebi telefonema alarmado e alarmante (julgo que do meu “controleiro” de então, uma pessoa que sempre estimei e muito continuo a estimar – o escritor Mário de Carvalho), convocando-me a ir “defender a sede do Partido” na Rua António Serpa mesmo em frente ao local da grande provocação fascistóide (a Praça do Campo Pequeno). Por lá andei, em coesão de grupo, esperando no que dava a saída à rua dos que, na praça de touros, encenaram o apoio ao Spínola e as injúrias ao companheiro Vasco. Pelos vistos, as forças mediram-se, avaliaram que estavam em equilíbrio e guardaram-se para o dia seguinte, o da “manifestação da maioria silenciosa”.

No 28 de Setembro propriamente dito, o que se passou está mais que documentado. O Spínola viu que tinha mais olhos que barriga, borregou-se, batendo com a porta de Belém. A malta fez umas barricadas na entrada da capital, pôs a reacção com as calças apertadas na parte traseira, o MFA estruturou-se e agarrou nos cordelinhos.

Pois não fiz nada de especial no 28 de Setembro. Nem na véspera nem no dia seguinte. Apenas estive com a revolução e contra a reacção. Mas gostei de ganhar, como gosto sempre. Que mais não seja, para equilibrar as derrotas e desilusões com que levei no pelo.
publicado por João Tunes às 18:39
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APESAR DOS CAMARIGOS, A SOLIDÃO ACOMPANHA O GUERREIRO

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Sempre bem acompanhado por tantos que tão bem me trataram [bolas, eu fui tratado na Guiné, onde andei, pelos meus camarigos (*), como um príncipe da amizade!], camarigos eram todos (tirando uma ou outra dissonância e importante para fazer a diferença de referência), partilhando dores, alegrias e confidências; pessoas que eu hoje revejo e para com quem só tenho o impulso emocionado de uma grande e interminado abraço (mais até que aos meus irmãos biológicos para quem mantenho a distância afectiva da proximidade distante pelo pudor de pensar que os olhos dos nossos pais nos estejam a ver, enquanto a malta da tropa sabia quase tudo de nós que se podia saber, dominava os nossos fortes e fraquezas, sabia o que mais ninguém sabe, nem as nossas mulheres, o que valíamos como homens quando a morte nos queria cheirar o cú ou quando a luxúria de matar nos entrava nas veias).

No entanto, quantas vezes, me afastei mato dentro, procurando a noite africana e os seus sons e cheiros, metendo lágrimas para dentro, olhando o escuro, reduzido a uma solidão infinita, interrogando-me sobre o absurdo de estar ali e não poder ver, no escuro da bolanha, os rostos da minha mãe, da minha irmã, da minha mulher, da minha filha, nem estar a comer um pastel de nata em Belém, ir ao Estádio querer ganhar e saber perder, levar com a luz de Lisboa na cara, apanhar caracóis a caminho do Cabo Espichel ou roubar as amoras que são de todos a caminho da Ericeira ou da Lourinhã, alapar-me com um bife encharcado em molho gorduroso na Portugália e tentar esgotar-lhes as imperiais e obrigá-los a confessarem como suprema humilhação - a esses vaidosos "imperialistas" da Portugália - "caro cliente, acabou-se-nos a cerveja, melhor dizendo, vossa excelência acabou-nos com a cerveja", enfiar o rabo na poltrona do Cinema Londres e mandar o Visconti maravilhar-me com o "Leopardo"e devolver-me a Caludia Cardinale, admirar as maravilhosas bundas e os charmosos seios das alfacinhas subindo o Chiado, deitar-me na minha cama (e a cama de cada um, é sempre uma única), passear os dedos pelos livros lidos e a ler, embirrar com a senhora de bigode que é malcriada como o raio que a parta mas vende fruta melhor que em todos os sítios onde atendem bem, ler o jornal do dia e a horas, meter a chave na nossa porta e entrar no santuário da nossa casa e ter um (o) beijo da mulher que nos ama, amarrar a mão à sua cintura, derreter os dedos nos seus cabelos e levá-la, deixando-nos ir, docemente, para a cama do amor.

Fui sempre um soldado solitário na guerra, salvam-se os camarigos, e que camarigos, a terra seja leve ao "Caco" e ao Amílcar, mas faltou-me sempre a vida que nos faz vivos. Na Guiné eu nunca estive completamente vivo, caso contrário não tinha sido um guerreiro.Por tudo isto, acompanhado, bem acompanhado, sempre estive, ali na guerra, também só.

(*) – Camarigo – Elisão que resolve a preguiça e o preconceito de dizer “camarada e amigo”, tratamento comum entre ex-militares que, mantendo o tratamento castrense de “camarada”, lhe acrescentam a qualidade civil e deferente de “amigo”.
publicado por João Tunes às 16:27
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2005

AOS ANTI-AMERICANOS “UNIVERSITÁRIOS”

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Não é mais que uma faena intelectual a prática contumaz dos – demasiados – que andam a coleccionar posts referindo esta ou aquela crítica de americanos e americanas à América e depois fecharem com uma cópula de raciocínio através do estafado “isto também é anti-americanismo?”. E há quem, não satisfeito com o sofisma de bolso, ainda reforce com “será anti-americanismo primário?”.

Não lhes interessa saber que o valor (simbólico) da América não está na sua (impossível) perfeição. Antes pelo contrário. Na América, quase tudo é criticável e tudo é passível de crítica. Porque é um sistema de iniquidade normalizada e contratualizada que funciona em circuito aberto. Para o interior e o exterior. E que concentra energias e riquezas exactamente pela sua tolerância à crítica e capacidade de viver com as acusações de imperfeição, focando o essencial das energias disponíveis na criação de valor e na supremacia nos mercados. Daí que o património cultural e político da América incorpore uma capacidade plástica de se adaptar e se transformar. Umas vezes, gerando factores de progresso (grande parte do melhor no mundo vem da América). Outras tantas, exibindo os perigos do retorno à selvajaria ou à expressão brutal desta no quotidiano. Obviamente que esta capacidade contraditória tem constituído a América como pólo e garantia de que a vida social corre, pode correr, em duas plataformas paralelas – a da preservação de um regime (e um modelo) de liberdades, de garantias e de força da opinião pública; mais uma dinâmica social em que vigora a desumanidade da luta pela sobrevivência, em que os fracos têm armas desiguais frente aos fortes e, sobretudo, aos muito fortes, incentivando, no entanto, a que os fracos se fortaleçam em vez de se submeterem à mediocridade e rotina da afirmação.

Mais que em qualquer outro País, um americano não deixa de ser considerado “bom americano” por criticar a América. A sua natureza multi-étnica, multi-nacional e multi-cultural anula a possibilidade de se afirmar um estereótipo patriótico que colida com a sua capacidade crítica e transformadora da realidade social, cultural e política. Porque a América, país de emigrantes, sabe que, quando se uniformizasse, morria no dia imediato.

Os anti-americanos não criticam a América. Isso fazem, desde logo, os americanos, refazendo permanentemente a América. O que os anti-americanos não suportam é o facto de a sociedade americana ser, simultaneamente, um sistema aberto e sólido. E, na síntese desta aparente contradição, a América ser, ainda, poderosa. E, face a este paradoxo demolidor, se sentirem impotentes para contrapor alternativa. Factível, é claro. Mostrando, em contraponto, que não suportam sociedades que não encaixem numa opção maniqueísta do Bem ou do Mal, sempre entendido de uma forma absoluta. Total. Assim, se a América não é o Céu, só pode ser Inferno... Gente, afinal, com religiões políticas e culturais de vários caminhos, becos e vielas, mas convergindo num imaginário empobrecido em que o Purgatório não tem espaço.
publicado por João Tunes às 19:09
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MAIS BLOGO-CINEFILIA

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Por muito que por aqui se ande, não se sabe um milionésimo da missa. Ainda bem, porque, senão, seria sinal que trocava a vida pela internet. E eu que me acho desprendido da bolsa (sem a deixar ao desmazelo), agarro-me à vida como uma lapa. Porque se a bolsa tem como destino encolher, à vida só nos resta lutar para que ela estique. E tornar a vida virtual seria antecipar a agonia. Tento nessa não cair.

O meu amigo Jorge, sempre atento, espetou uma bandarilha na minha ignorância ao chamar-me a atenção que, tendo aqui falado de um novo e excelente blogue sobre cinema, não tinha tido a perspicácia de descobrir outro igualmente muito bom e que ele recomenda. Este. Fui lá e confirmei a excelência. Ou seja, isto está a compor-se. Para mais, quando o visitei, tropecei logo nos olhos únicos da eterna Cláudia Cardinale, a única mulher para quem a minha paixão não tem, não teve, não terá, altos e baixos, sendo sempre alimentada a corrente de alta tensão. Que melhor companhia, a Cláudia, para a boa escrita deste blogue e que é uma belíssima companhia cinéfila?
publicado por João Tunes às 15:36
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NO RED, VERMELHO!

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Mapa já tenho. O que dá todo o jeito do mundo para não nos perdermos e, nas tantas, encalharmos, em vez do estádio, num tasco (e que belíssimo nome esse de “Bishop Blaize Pub”) e depois trocarmos a partida por um (ou dois... e etc) “pint” do malte transformado em líquido bom porque nosso (e tentar ofender os gajos, pedindo-lhes “Guiness”), mas contando com a boa companhia dos católicos azuis de lá (*) - os do “City”, hoje aliados por hora e meia.

Assim, conto encontrar o caminho e bem. Na ida e na volta. E não ter que, no regresso, trazer vergonha como companhia. Basta-me tanto. É que dá azar o pobre pedir demais. Mesmo que, no íntimo, o impossível se deseje. Sempre.

Adenda: Tudo nos conformes, confirmo agora, verificando que a tv de casa não se moveu e funciona no Canal 1. Assim, o mapa laboriosamente estudado transformou-se, num ápice, numa perfeita inutilidade. Não faz mal, a cultura não ocupa lugar.

(*) – Porque será que eu gosto tanto dos católicos (idem com "azuis") de “lᔠquanto desgosto dos de “cá”?
publicado por João Tunes às 14:47
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005

Abaixo el-rei Sebastião

dom sebast.JPG

É preciso enterrar el-rei Sebastião
é preciso dizer a toda a gente
que o Desejado já não pode vir.
É preciso quebrar na ideia e na canção
a guitarra fantástica e doente
que alguém trouxe de Alcácer Quibir.

Eu digo que está morto.
Deixai em paz el-rei Sebastião
deixai-o no desastre e na loucura.
Sem precisarmos de sair do porto
temos aqui à mão
a terra da aventura.

Vós que trazeis por dentro
de cada gesto
uma cansada humilhação
deixai falar na vossa voz a voz do vento
cantai em tom de grito e de protesto
matai dentro de vós el-rei Sebastião.

Quem vai tocar a rebate
os sinos de Portugal?
Poeta: é tempo de um punhal
por dentro da canção.
Que é preciso bater em quem nos bate
é preciso enterrar el-rei Sebastião.


Manuel Alegre

(bem lembrado aqui)
publicado por João Tunes às 22:13
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Com os beijos não se brinca...

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Decerto é uma questão de estética. Também decoro, pois claro. E, ainda, desejo de vida.

O nosso imaginário, a retorta da memória, a vontade de não deixar morrer o desejo, o querer viver vivo, fixa-nos o beijo, os beijos, como dos momentos mais solenes e mais simbólicos das nossas vidas – da real, da imaginada e da projectada. O nosso primeiro beijo, quantas vezes repetido, mantem-se na lembrança ténue como das coisas mais limpas e puras que fizemos na vida. Os beijos de amor acompanham-nos mesmo que na desolação da saudade. Se os beijos nos ficam magros, secos e fugidios, desejamos que eles regressem gordos e molhados. Nós, afinal, vivemos porque esperamos um próximo beijo. Porque, tantas vezes, um beijo é tudo.

Por assim pensar, por efeito de choque não amortecido da repulsa pelo beijo da imagem - a do célebre beijo marxista-leninista entre Brejnev e Honecker -, porque sendo este um beijo que é a negação do beijo, apenas sobrando poder e polícia, é que nunca poderei votar no Jerónimo. Mesmo que ele se lembre de, para angariar fundos e gasto que seja o filão do Che, impingir esta imagem em t-shirts de celebração do falecido internacionalismo proletário numa próxima Festa do Avante. Porque, como tudo, o internacionalismo tem limites. O beijo (sadio porque de amor) é que não.
publicado por João Tunes às 16:30
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FALOU O BIMBO

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Que mais não fosse para que um dos políticos mais bimbos do PS – José Lello – aparecesse a botar faladura indigente para referir o “parasitismo partidário” de Manuel Alegre, a candidatura do poeta valeu a pena.

E não se julgue que o cú não tem a ver com as calças. Tem. Senão elas, as calças, não se enfiavam pernas acima até se ajustarem no sítio onde prespegamos as cadeiras. Uma campanha, sobretudo a campanha presidencial, é o momento certo de recolocar os princípios, os valores, a vontade de futuro na decência, na opção de se ser de esquerda ou de direita e correndo todos os riscos para ganhar ou perder, no centro da política. Se o PS nos está a querer enfiar de cabeça no pantanal, mostrando-se indeme na capacidade de ter moral para responder a qualquer reinvidicação e privilégio pessoal e de grupo, procurando que fiquemos vergados à impotência de vermos a vitória cavaquista (procurando, depois, tirar dividendos da harmonia bipolar centrista de Sócrates em São Bento e Cavaco em Belém) pela mão da ilusão da gero-bravata soarista, é bom e saudável que se possa dizer não e diferente.

Um partido e um governo que meteu Fernando nos petróleos, Armando na Caixa e permite parcerias energético-parlamentares entre Pina e Vitorino, merecerá o regresso do clan Soares e ter José Lello como seu arauto moral. Mas esse é o problema do pântano. Nós, outros, merecemos o direito a respirar a diferença política que é ter Alegre como candidato, resistindo a desacreditar da política, dos políticos, da democracia e... do PS.
publicado por João Tunes às 16:02
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TRABALHO DA ÉPOCA

campanha 004.JPG

A campanha chegou ao bairro. Profissional e profissionalizada. Enquanto o governo se descuida e a revolução procura ganhar espaço, há que cuidar que os votos não faltem. Porque a mãe democracia é generosa. E assim se vão aguentando, sazonalmente, uns tantos postos de trabalho.
publicado por João Tunes às 15:06
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