Quinta-feira, 28 de Julho de 2005

LEMBRANÇA DAS CURRALETAS

curraletas.JPG

A Ilha do Pico ficou-me em memória como uma das paisagens mais impressivas. A Ilha do Pico, mesmo que só vista a partir da Horta, é de uma monumentalidade soberba plantada no Atlântico como se fosse um obelisco dedicado à rebeldia da natureza. Para mais, está aqui a “dois passos”.

Como marca de adaptação humana ao ambiente, por mais hostil que seja, tentando dele tirar sustento e ganhos, temos as célebres “curraletas” (muros vedando vinhas rasteiras plantadas entre pedras de basalto) e que foram reconhecidas como património mundial. A criação das curraletas deve-se aos monges que foram afastando e amontoando pedras vulcânicas para encontrarem alguma terra de cultivo. A conservação e posterior irradiação do calor armazenado nos muros de basalto acabaria por se revelar um factor importante para acelerar o amadurecimento das uvas e conferir (às uvas e ao vinho obtido) propriedades específicas.

Tropecei agora nesta fotografia sobre as vindimas nas curraletas do Pico e os meus pés acusaram de imediato um nervoso miudinho apelando para me meter a caminho. Não dá, mas tenho promessa que me hei-de cumprir de rever aquela paisagem única e impressionante em ameaça permanente de rasgar o céu.
publicado por João Tunes às 12:37
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4 comentários:
De R.P.A. a 6 de Maio de 2006 às 11:46
Era preferível chamar-lhes "currais de vinha" já que esta é que é a designação popular no Pico. Curraletas é termo utilizado, salvo erro, na Terceira e em S. Lourenço, Santa Maria.


De Joo a 29 de Julho de 2005 às 23:12
Ei, vê lá como escreves ó estimado Magude. Eu estive no Pico "a expensas próprias" e lá voltarei nas mesmas condições. Mas garanto que gostava de lá voltar ao mesmo tempo que o Sampaio (ainda como PR), não para ele me pagar o quer que seja, mas para me divertir a ver a segurança presidencial a situar-se no terreno entre as curraletas... Abraço.


De magude a 29 de Julho de 2005 às 07:50
Eu estou como estava o "nuestro hermano": nunca fui aos Açores. Pena que quando o Sampaio esteve em Nisa não fui ao beija-mão, poderia ter-lhe falado nisso, quem sabe...
Quando for, e é mesmo quando, não se, terá que ser a expensas próprias.
Um abraço João.


De RN a 29 de Julho de 2005 às 01:42
Bela a fotografia e a... prosa.


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