Quarta-feira, 29 de Junho de 2005

ELE e as imitações

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Eu sei que arrisco cometer um exagero mas não me furto ao risco: faleceu o português mais valente, em toda a nossa história, na luta pela liberdade.

Emídio Guerreiro esteve, enquanto viveu a sua vida longa de cento e cinco anos, em praticamente todas as batalhas para que Portugal fosse um país livre e a Europa liberta das pestes totalitárias. Por isso, é ele, não outros, a grande figura do Século XX português. Metam-lhe quem quiserem ao lado, os resultados serão sempre imitações.

Bateu-se contra o fascismo português, esteve em Espanha a lutar contra o nacional-catolicismo franquista, em França fez a resistência à ocupação nazi, foi comunista até perceber que a causa pela liberdade não podia servir para a matar, continuou sempre a lutar pela ideia de um Portugal livre, liderou o PPD para que Vasco Gonçalves enlouquecesse sozinho sem arrastar o País para o manicómio da Utopia e só descansou no seu direito a uma velhice tranquila quando percebeu que a liberdade em Portugal era um bem consagrado.

Olhando para trás, para a História, para a nossa História, medindo Emídio Guerreiro face aos nossos outros heróis, só encontro aproximações. E uma ou outra imitação.

Hoje, é a História de Portugal que tem o direito a usar tarja negra.
publicado por João Tunes às 22:49
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5 comentários:
De Werewolf a 3 de Julho de 2005 às 08:36
sim, bem melhor
abraço


De Joo a 1 de Julho de 2005 às 11:50
Toda a razão, Werewolf. Digamos "consagrado". Está melhor?


De Werewolf a 1 de Julho de 2005 às 08:30
Só para acrescentar um ponto, neste teu post discordo simplesmente de um ponto, quando afirmas que Emídio Guerreiro só "descansou quando viu que a liberdade em Portugal era um dado adquirido", e discordo porque Emídio Guerreiro nunca achou que quer em Portugal, quer em qualquer parte do mundo, a liberdade é um dado adquirido, por isso a liberdade tem de ser alimentada com mais liberdade e só com mais liberdade podemos garantir que ela permanece.
Emídio Guerreiro não se cansou nunca de semear liberdade, até na morte a semeou, lá no seu castelo na velha Guimarães natal.


De Werewolf a 30 de Junho de 2005 às 23:02
Até sempre cavaleiro da utopia.


De magude a 29 de Junho de 2005 às 23:10
Repito o que já hoje comentei noutro sitío: morreu o meu último Moicano!


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