Terça-feira, 28 de Junho de 2005

PENSANDO AO MOMENTO (*)

Fantasia[1].jpg

I) Aquilo que considero evidências:

- O governo denota incapacidade de gerir politicamente as medidas que tomou e continua a tomar, bem como as reactividades a elas. E esta incapacidade política (em que não são de somenos as falhas de liderança e de comunicação) é politicamente tão relevante que transforma em irrelevantes as boas razões para as medidas que está a tomar. Essencialmente porque, da resultante, não sai uma dinâmica social e política de suporte a um projecto, não percebido e se é que existe, de ultrapassagem da crise.

- Com a direita “nas encolhas”, as castanhas estão a ser assadas e vendidas, todas, pela “esquerda revolucionária”. Numa escalada desbragada e que vai direitinha ao benefício da cadeira de rodas da direita em estado paraplégico mas em espera fisioterapeuta da chegada providencial de São Aníbal. Mas o tapete está-lhes estendido e o vento corre de feição. E eles, sabe-se, não querem solução mas sim revolução.

II) O que o PS necessita:

- Espírito crítico para pressionar uma mudança imediata de rumo.

- Uma política que não se resuma a cascar em “direitos privilegiados adquiridos” (justificando-se, serão sempre medidas de correcção e não medidas de solução) mas em soluções e em motivações que levem ao desenvolvimento e à competitividade, mobilizando camadas sociais apostadas no progresso. Só nesse campo os “revolucionários” perderão terreno.

III) Como ajudar:

- Nunca, em caso algum, praticar a fidelidade seguidista, empurrando o cego para o barranco (lembre-se Alves Redol).

- Não deitar fora o bebé com a água do banho, gerando e alimentando preconceitos (anti-sindicais e outros) como me pareceu o caso evidente deste post do meu caro amigo João Abel Freitas e outros mais que contabilizam, com regozijo mais ou menos disfarçado, as derrotas sindicais do conluio CGTP/PCP-BE. É que, meus caros, lá para a frente, e com a direita em cima do lombo, iremos perguntar “mas onde é que os Sindicatos se meteram?”.

(*) Por quem votou PS, fez força pela "maioria absoluta" e disso não está arrependido. Porque, os factos demonstram que a chantagem da "esquerda revolucionária", em maioria relativa, trazia empates mas não soluções. Embora com consciência da evidência que "maioria absoluta", só por si, tanto pode dar cura como placebo.
publicado por João Tunes às 23:48
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