Quinta-feira, 23 de Junho de 2005

PARA ONDE VAI O PROLETARIADO?

guardahonra.jpg

Ontem tivemos, e hoje há mais, manifs de agentes da PSP, da GNR e de outras corporações policiais.

Não vou hoje discutir aqui sobre a justiça, parcial ou total, das revindicações sindicais dos polícias, guardas-republicanos e outros colegas. Lá terão as suas razões. Provavelmente, não toda a razão. O costume.

Não questiono o direito, tão arduamente conquistado, dos agentes policiais no direito a lutarem e a manifestarem-se.

Mas todas as questões que antes referi são “ninharias” face a estas manifs nos seus momentos. Porque elas são a cereja em cima do bolo para a escalada da extrema-direita racista e xenófoba na sua campanha de difusão da histeria securitária. Depois dos acontecimentos criminais de grande impacto que (embora empolados e distorcidos) provocaram alarmismo na população, depois da “asneira de Sampaio” na sua visita a Cova da Moura, depois da manif dos skins, o espectáculo dos polícias em rebeldia pública a chamarem “aldrabões” aos governantes é o que faltava para completar o quadro de sensação generalizada de insegurança face ao crime organizado. Não sei qual o peso da extrema-direita nas organizações de classe dos polícias. Provavelmente serão uma ínfima minoria. Mas, se os skins-polícias são poucos, parece trabalharem bem. Com ou sem ajudas (e não me surpreenderia que certa “esquerda sindical policial” esteja a dar uma mãozinha).

Entretanto, foi absoluta a inépcia política do governo de, neste preciso momento, ir mexer nas “regalias adquiridas” dos policiais. Com tanta coisa para mexer, foi-se onde, sobretudo neste momento, convinha que houvesse mais cuidado em não provocar irritações. Acção política sem noção das prioridades e das conveniências, é pura incompetência. A agitação policial agradeceu o “brinde”.

Além dos professores na altura dos exames, seguem-se enfermeiros, médicos, juízes e função pública? OK. Pelos vistos, a classe operária está em ebulição e impaciente. Mas uma pergunta se impõe: o que quer e para onde quer ir o proletariado português?
publicado por João Tunes às 00:08
link do post | comentar | favorito
|
1 comentário:
De Bravo Mike a 23 de Junho de 2005 às 16:44
Bem visto.
Faltam mesmo os juízes, dos mais bem pagos funcionários do Estado.Tambem não se notaria muito, dado o papel dos tribunais, pouco menos que inútil.
Já nas Forças Armadas que ainda há, muitos dos oficiais enveredaram já por um duplo emprego. Manifestaram-se na rua graças aos sargentos, no tempo de Jaime Gama na Defesa e com alguns resultados.Corporativos.
De resto, tudo na mesma.


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. NOVO POISO

. NO RIO DA TOLERÂNCIA

. LEMBRANDO MARIA LAMAS, MA...

. SOLDADO FUI, OFICIAL TAMB...

. UMA VELHA PAIXÃO PELO “DL...

. LIBERDADE PARA FERRER GAR...

. VIVA A REPÚBLICA !

. FINALMENTE, A HOMENAGEM (...

. COM OS PALANCAS NEGRAS

. POR CESÁRIO VERDE
(esq...

.arquivos

. Setembro 2007

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds