Segunda-feira, 6 de Junho de 2005

DEIXEMO-NOS DE PALEIO...

Non.jpg>

Mais inclinado para o SIM (confesso que, sobretudo, pelo enorme cagaço de ver esta Europa escaqueirada a parir, de novo, os seus velhos monstros), não tenho deixado de acompanhar os argumentos circunstanciados e respeitáveis do meu amigo JCF na sua militância pelo NÃO. O JCF ainda não me convenceu mas não deixo de entender que ele trouxe para o debate blogosférico a elevação dos argumentos expostos, bem expostos e desafiantes.

Eis senão, quando e de repente, outro meu amigo, o Werewolf, me arruinou de uma assentada, qual lança trespassante, com um arrasante post cheio de conteúdo e que não resisto a transcrever na íntegra:

Não à Constituição Europeia!
NO a la Constitucion Europea!
NON à la Constitution Européenne!
NO a la Costituzione Europea!
NO to the European Constitution!
NEIN an die Europäische Konstitution!
NEE tegen de Europese Grondwet!


Depois deste estendal feérico e poliglota, como resistir? Se até os que votaram SIM (caso dos espanhóis) aqui passam a dizer NÃO, e os que ainda não votaram já votaram (NÃO, é claro), para que é que o JCF e outros andam a gastar o seu latim?
publicado por João Tunes às 15:53
link do post | comentar | favorito
|
6 comentários:
De Werewolf a 7 de Junho de 2005 às 18:45
Mas João as causas nacionais são tão graves que servem de cortina de fundo para as causas europeias, o que quero é ver resolvidos os problemas internos e fazer uma discussão séria em torno da Europa, eu não sou contra uma constituição europeia, mas a verdade é que não me revejo nesta constituição europeia ditada de cima para baixo. Só isso. Pronto meu caro João aqulela da unicidade foi um bocado forçada, admito, mas a verdade é que os defensores do sim pretendem, de uma maneira geral fazer crer que os que votam não andam de mãos dadas independentemente das diferenças ideológicas que os separam e, para mim, isso é demagogia, por isso usei o termo unicidade que embora inadequado contrapõe essa ideia de bons e maus, sendo que os bons estão do lado do sim (se o sim for sinonimo de unicidade, e espero bem que não, então do lado do sim poderão estar os ditos bons e os que não estão para se chatear com os bons) e do lado do não estão os maus e os muito maus. Ora eu ainda não sei de que lado estarei se se vier a realizar o referendo que, em boa verdade já não se justifica, e não sei porque não há um debate esclarecedor sobre o assunto, o que há é uma torrente de frases feitas político-partidárias. Em conclusão a mente humana é mesmo tortuosa.
Abraço divertido e amigo, pois amigo não é aquele que diz sim (não estou a falar do referendo, ufa), mas o que dizendo não ajuda o outro a procurar novos rumos.


De Joo a 7 de Junho de 2005 às 15:41
Espicaçado, o meu amigo Werewolf estendeu o guardanapo sobre todas (ou quase todas) as razões que por aí andam (na Europa) para votar Não. Ou seja, muito pouco a ver com a Constituição Europeia, quase tudo a ver com desopilanços de política doméstica. Que melhor imagem do bode expiatório? Quanto a exposição de filosofia política, adorei aquela de que o Sim é unicidade e o Não é diversidade. Mas, obviamente, que respeito as tuas posições, caríssimo Werewolf. No mínimo, em nome da não unicidade. Mas não posso deixar de concluir: hoje como ontem (um ontem que deu duas guerras mundiais), a irresponsabilidade europeia (misturando o acessório e o fundamental, o particular e o geral, o meu e o nosso, no mesmo saco) é (e será?) a grande tragédia europeia. Abraço.


De Werewolf a 7 de Junho de 2005 às 07:41
Estou-me borrifando para o referendo, porque ele neste momento já não faz sentido nenhum e sobretudo porque o nosso país tem motivos de sobra para preocupações.
Ele é o sr Alberto que diz as maiores boçalidades pela boca fora e não há ninguém que o interne num manicómio (daqueles mesmo antigos, tipo séc XIX), não me lembra de ouvir publicamente nenhuma crítica por parte dos responsáveis políticos. Não há mecanismos políticos que o PR possa por em funcionamento? Este (o sr Alberto) é mais um dos chantageadores mor que a casta política tem medo de enfrentar, cobardes (deculpa mas aqui tenho de render homenagem a um adversário político, Cavaco Silva, foi o único desde 74 que não se deixou chantagear).
Outro é o sr Belmiro, o tal que basta colocar um microfone à sua frente que fala sobre tudo e sobre todos, e os políticos, cobardes, calam-se e vergam-se respeitosamente perante a suau voz.
Mas temos o sr Coelho que afirma alto e bom som que chegou a hora de os ricos TAMBÉM pagarem a crise e, de repente, os seus correligionários começam a assobiar para o lado.
O Santana e os seus alegres santanetes decretaram o fim do dédice, colocaram-no fora-da-lei se tentasse ultrapassar os 2,9%, toda a gente se riu disso, mas os políticos não, quer os do Governo quer os da dita oposição responsável e com capacidade de chegar ao governo (aliás a outra oposição está aqui só para dar colorido e animção, pois as suas propostas são perfeitamente descartáveis e nós vivemos numa democracia, mas só o que dizem as pessoas "sérias" e "respeitáveis" é que tem valor, mas quando se chega ao governo, depois de um período de acalmia que prometia que os assuntos iriam ser tratados realmente com seriedade eis que surge a revelação: o défice não é de 2,9% mas sim de 6,8%, dizem até alguns que pode ultrapassar os 7%. Bolas, mas é que ninguém sabia disto, muito menos os economistas enquadrados político-partidariamente. Ficamos todos ESPANTADOS. Qual é a solução, romper com as promessas eleitorais (demagogia eleiroral entenda-se) e aplicar a política que poderia muito bem ser aplicada pelo PS...D
Bolas, para quê, então que ficassem lá os outros, sempre se poupavam os milhões da campanha "eleitoral".
E assim vai Portugal, uns vão bem (sempre os mesmos) outros mal (quem diria, sempre os mesmos)
Portugal é um país que tem dificuldade em sair da idade da inocência.
Abraço amigo e não inocente


De Werewolf a 7 de Junho de 2005 às 07:17
Sinceramente João, estou-me borrifando para o referendo, que aliás já nem faz sentido nenhum e o não em França e na Holanda teve um mérito inegável, alertar os cidadãos para os problemas da Europa, mostrar que as votações e eleições europeias tem uma importância capital para o desenvolvimento dos países e dizer aos eurocratas que têm que estar mais atentos à vontade popular e respeitar as decisões tomadas pelo povo e não impôr de forma cândida e inquestionável seja o que for aos Europeus, estes sim é quanto a mim o maior argumento para votar não, é dizer que existimos e que não nos deixamos manipular nem chantagear. O eferendo é uma opção individual e livre, por isso sim ou não manifestêmo-la individual e livremente.
Abraço libertário


De Werewolf a 7 de Junho de 2005 às 07:09
Meu caro João, não se trata de mudar a decisão de ninguém, nem nos países que ja fizeram o referendo, nem a dos países onde a decisão foi tomada pelos respectivos Parlamentos. O objectivo em colocar o não em várias línguas é tão simples como demonstrar que a Europa está longe de ser uma unidade homogénea e não se combate tanta heterogeneidade com um documentos favricado por eurocratas com uma visão idealista da Europa, A União Europeia pode vir a ter uma Constituição no futuro, mas terá que ser com o acordo e participação dos povos, não com a imposição dos políticos sem visão e arrogantes que pensavam q bastava dizer q queriam aquela constituição para q ela fosse escolhida, alguns tão convictos dessa sua opção até resolveram fazer referendos para mascarar a sua aprovação de legitimação dos povos, parece que alguns se enganaram redondamente.
É verdade que há muitos nãos e, ao contrário do que afirmas, as razões que levam as pessoas a votar não por razões diversas em caso de vitória só podem festejar por motivos diferentes, nunca comuns, porque não existem, afirmar que ao votar não estariamos a ser automaticamente apoiantes do sr Le Pen ou dos seus sucedâneos é um silogismo de algibeira e demagógico.
E já agora o voto no Sim é uniforme? Não haverá várias maneiras de pensar o sim, será que algumas delas serão menos perigosas do que as do sr Le Pen?
Curiosamente eu, como sabes, ainda n tenho uma posição formada, embora me incline para o não, por isso aquele post só pretendeu demonstrar a torre de babel que é a Europa, talvez podesse colocar a s duas alternativas (sim e não) em várias línguas, mas o sim é sinónimo de unicidade não de diversidade e o que eu quiz mostrar é que existe uma incontornável diversidade da Europa, é a Europa das regiões.
Ps.: se souberes como se escreve aquela frase noutras línguas europeias agradeço que me envies a sua tradução.
Abraço contraditório


De Joo Carvalho Fernandes a 6 de Junho de 2005 às 21:41
eheheheh!

Mauzinho...

Um abraço


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. NOVO POISO

. NO RIO DA TOLERÂNCIA

. LEMBRANDO MARIA LAMAS, MA...

. SOLDADO FUI, OFICIAL TAMB...

. UMA VELHA PAIXÃO PELO “DL...

. LIBERDADE PARA FERRER GAR...

. VIVA A REPÚBLICA !

. FINALMENTE, A HOMENAGEM (...

. COM OS PALANCAS NEGRAS

. POR CESÁRIO VERDE
(esq...

.arquivos

. Setembro 2007

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds