Terça-feira, 21 de Junho de 2005

SETE ACHAS PARA A FOGUEIRA

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1. Entre bandidos e polícias, ao contrário do que se passava com os filmes que via em miúdo, eu estou pela Polícia e contra o Crime. Disse Crime, marimbo-me em saber quem são os criminosos (esse é um problema de polícia, digamos que técnico).

2. Não aceito que existam guetos que funcionam como fortalezas de criminalidade organizada.

3. Cova da Moura é um santuário de criminosos (entre outros). Cova da Moura não pode continuar a existir como tal e onde a Polícia é baleada se lá tentar entrar. Impõe-se um plano urgente e imediato para realojamento das pessoas decentes que ali tenham tido o azar de ir morar. No resto, demolição pura e simples.

4. Jorge Sampaio comportou-se como um “irresponsável político” na “visita” que fez, no Sábado, a Cova da Moura. A sua visita foi de uma infantil ambiguidade que só deitou lenha na fogueira dos racistas. Misturou, a gosto ou contra-gosto, crime e problema racial. Baralhou em vez de aclarar.

5. Certa propaganda irresponsável, com “intenções” anti-racistas e anti-xenófobas, pela cobertura que dão ao “racismo negro”, à “irresponsabilidade negra” e ao combate sistemático à intervenção policial, leva muita água ao moinho do racismo e da xenofobia. No fundo e nos efeitos, são skin-heads com uma estrelinha vermelha na tatuagem.

6. Os neo-nazis devem ser denunciados e combatidos. Nesse sentido, é bom que mostrem as caras. Para os conhecermos. E, depois, a repulsa proceder em conformidade. Entretanto, e sempre que pisem o risco, chegue-se-lhes a roupa ao pelo (se for a polícia, tanto melhor).

7. A Constituição deve ser revista no que toca à exclusão da “ideologia nazi”. Como está, a balança só tem um prato e (por isso?) torna-se inócua. Os “pais e herdeiros do Gulag” não foram nem são melhores que os “pais e herdeiros de Buchenwald” (nem sequer em número de comunistas assassinados). São do mesmo género. Com uma lei equilibrada, não seria possível que o Avante, ou outro órgão, publicasse, impune, propaganda de elogio a Estaline.

Aguardo as sábias palavras contraditórias da estimada Helena.
publicado por João Tunes às 00:23
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15 comentários:
De Joo a 21 de Junho de 2005 às 12:54
O Miguel não leu tudo e não tinha que o ler, nomeadamente quando, falando da Cova da Moura, eu escrevi: "Impõe-se um plano urgente e imediato para realojamento das pessoas decentes que ali tenham tido o azar de ir morar". E o Miguel tb tem o direito de achar: "Mas este tipo de "acha" não ajuda muito. Confunde mais do que ajuda a perceber." A intenção deste post era que a discussão se desenvolva sem tabus, preferindo "confundir" que ir pelo caminho dos lugares comuns que desembocam em Carcavelos e no Rossio. Provocar a imaginação dos "guias do proletariado" para ver se eles vão além do imobilismo com a panela a ferver até rebentar. Escuto.


De Colibri a 21 de Junho de 2005 às 12:18
Vivo na Quinta da Marinha e só conseguimos ter uma boa segurança pelo facto de os guardas serem todos de cor. Vamos-lhes "untando as mãos" com umas sapatilhas nike, com uns polos Lacoste e de vez em quando uns relógitos Cartier. Isto está impossivel. Qualquer dia mudo-me para a Cova da Moura.
Por agora vou "desopilar" até à:
http://saladamista.blogs.sapo.pt (http://saladamista.blogs.sapo.pt)


De Bravo Mike a 21 de Junho de 2005 às 12:09
O meu prédio no Restelo, é um antro de marginais?
É que temos um vizinho que:
Modifica a fechadura de uma porta vizinha, invade a casa, destrói mobiliário// Dá tiros na porta de um vizinho durante a noite//Assaltou uma galeria de arte de onde retirou mais de vinte mil contos em quadros//...
Continua com uma segunda pistola em seu poder!
Foi punido pelo roubo dos quadros, com tres anos de prisão (suspensa!)
É licenciado e exerce.
Será que tambem paga aosJuízes?


De Miguel Silva a 21 de Junho de 2005 às 09:09
Sobre a visita de Sampaio nada sei. Mas, como já disse noutras ocasiões, este final de mandato está a ser do piorzinho que podia ser.
Quanto à acha nº 3, sem discutir que não existem condições dignas de habitação naquele bairro, convém também reconhecer que na Cova da Moura residem, na esmagadora maioria, como noutro lado qualquer, pessoas honestas e trabalhadoras. É importante perceber que há projectos muito meritórios na Cova da Moura, quer ao nível da reinserção social, quer ao nível das sociabilidades. Falar assim, com esse à vontade, em demolições, em realojamento puro e simples, sem referir os abortos urbanísticos e sociais que são quase todos os projectos de realojamento, causa-me alguma apreensão.
A Cova da Moura não é só um antro de marginais, nem sequer é sobretudo um antro de marginais. É preciso encontrar soluções, sem dúvida. Mas este tipo de "acha" não ajuda muito. Confunde mais do que ajuda a perceber. Acho eu.


De Joo Carvalho Fernandes a 21 de Junho de 2005 às 09:01
E o pior ainda estará para vir...

Qual será o argumento utilizado por essa gente quando nalguns bairros na periferia das grandes cidades começarem a ocorrer sublevações? Quantos negros haverá no Bairro do Aleixo no Porto? E na Sé? E são verdadeiros barris de pólvora...

Abraço


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